| Teve início na última segunda-feira (8), a vacinação contra a Influenza Pandêmica (H1N1), nova denominação da gripe suína. O sistema de saúde pública do Espírito Santo estima que mais de 1,6 milhões de pessoas serão imunizadas contra a doença, que no ano passado atingiu 132 pessoas no estado.
De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), o vírus está presente em 212 países. A imunização faz parte do plano nacional de enfrentamento da segunda incidência da pandemia. A campanha será dividida em cinco períodos que terminam no dia 21 de maio. No estado, cerca de 500 postos de vacinação funcionarão.
Os grupos prioritários de vacinação foram definidos pela OMS. No Espírito Santo, 70% dos casos registrados aconteceram entre pessoas de 20 a 29 anos. "A vacina é uma prevenção segura. Se tivermos a cooperação da população, dos profissionais da saúde e da imprensa como um todo, seguramente com altas coberturas vacinais, como conseguimos em todas as campanhas no Estado, vamos conseguir uma grande prevenção. É ainda mais importante diminuir o adoecimento e o número de mortes pela H1N1", disse o secretário de Estado da Saúde, Anselmo Tozi.
De acordo com o calendário de vacinação, só ficou de fora da campanha nacional as pessoas entre 40 e 59 anos que não apresentarem doenças crônicas. A Secretaria de Saúde, não definiu a obrigatoriedade da apresentação do laudo médico que comprove a existência da doença.
"As pessoas com doenças crônicas são muito conhecidas nos serviços de saúde. Elas devem se proteger e os profissionais querem chegar até elas. Todos devem trabalhar para garantir a vacinação de quem mais precisa. Então, se alguém quer se proteger, primeiro tem que garantir o acesso a quem é mais vulnerável. Se essa pessoa se contamina, os outros também correm risco", explicou o secretário.
Segundo a Sesa, ao final da campanha se houver sobra de doses da vacina contra a Influenza Pandêmica, os municípios definirem novas estratégias de vacinação. Sendo assim, o grupo que a princípio não é considerado prioritário poderá ser incluído no calendário das unidades de saúde.
Em Guarapari, a vacina estará disponível em todas as unidades da rede. A imunização será feita de segunda a sexta, de 8h às 16h. É preciso apresentar o Cartão de Vacina, também é necessário documento com foto e em caso de crianças, a certidão de nascimento.
No município, para a população entre 20 e 29 anos, o Dia D da campanha será 10 de abril e durante o período em que devem ser vacinados idosos com mais de 60 anos e idosos com doenças crônicas, o Dia D será em 24 de abril. Durante toda a campanha, as gestantes podem ser vacinadas em Guarapari.
Confira as unidades de saúde: Unidade de Saúde de Adalberto Simão Nader; Unidade de Saúde de Amarelos; Unidade de Saúde Arnaldo Magalhães (Muquiçaba); Unidade de Saúde de Barro Branco; Unidade de Saúde de Camurugi; Unidade de Saúde do Caic; Unidade de Saúde de Meaípe; Unidade de Saúde de Kubitschek; Unidade de Saúde Dr. Roberto Calmon (Centro); Unidade de Saúde do Ipiranga; Unidade de Saúde Pedro Machado (Nossa Senhora da Conceição); Unidade de Saúde de Portal Club; Unidade de Saúde de Rio Claro; Unidade de Saúde de Jabaraí; Unidade de Saúde de santa Mônica; Unidade de Saúde de Perocão; Unidade de Saúde de Uma; Unidade de Saúde de recanto da Sereia; Unidade de Saúde de Reta Grande; Unidade de Saúde de Todos os Santos e Pronto Atendimento Municipal (PA) da Praia do Morro.
Calendário de vacinação:
08/03 a 19/03
- Trabalhadores da área de saúde e profissionais envolvidos na resposta à pandemia;
- Indígenas
22/03 a 02/04
- Gestantes;
- Doentes crônicos;
- Crianças de seis meses a dois anos;
05/04 a 23/04
- População de 20 a 29 anos
24/04 a 07/05
- Idosos com mais de 60 anos (durante a Campanha Nacional de Vacinação ao Idoso);
- Idosos com doenças crônicas;
10/05 a 21/05
- População de 30 a 39 anos.
Doenças Crônicas
- Obesidade grau 3 - antiga obesidade mórbida;
- Doenças respiratórias crônicas desde a infância (exemplos: fibrose cística, displasia broncopulmonar);
- Asmáticos (formas graves);
- Doença pulmonar obstrutiva crônica e outras doenças crônicas com insuficiência respiratória;
- Doença neuromuscular com comprometimento da função respiratória (exemplo: distrofia neuromuscular);
- Imunodeprimidos (exemplos: pacientes em tratamento para aids e câncer ou portadores de doenças que debilitam o sistema imunológico);
- Diabetes mellitus;
- Doença hepática (exemplos: atresia biliar, cirrose, hepatite crônica com alteração da função hepática e/ou terapêutica antiviral);
- Doença renal (exemplo: insuficiência renal crônica, principalmente em pacientes com diálise);
- Doença hematológica (hemoglobinopatias);
- Pacientes menores de 18 anos com terapêutica contínua com salicilatos (exemplos: doença reumática auto-imune, doença de Kawasaki);
- Portadores da Síndrome Clínica de Insuficiência Cardíaca;
- Portadores de cardiopatia estrutural com repercussão clínica e/ou hemodinâmica (exemplos: hipertensão arterial pulmonar, valvulopatias, cardiopatia isquêmica com disfunção ventricular).
|