| Setembro é mês de festa em Guarapari. Mas a comemoração não fica restrita ao aniversário da cidade, que completa 118 anos de Emancipação Política. Os cidadãos têm motivos a mais para festejar: a perspectiva de desenvolvimento do município e a tão desejada retomada do crescimento da economia.
Os números indicam que a recessão global está chegando ao fim mais rápido que o previsto. A produção industrial é um exemplo. No Brasil, a alta foi de 2,2% em julho comparado ao mês anterior. Já é o sétimo resultado mensal positivo. É o que aponta a pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Dos 27 ramos industriais pesquisados, apenas quatro não registraram crescimento. O Espírito Santo aparece em destaque no quadro de desempenho da indústria em cenário nacional. A produção local aumentou 8,9% de junho para julho. É o segundo melhor resultado entre todos os estados brasileiros.
Outro fator importante é o total de investimentos dos municípios capixabas em 2008: R$ 1,05 bilhão. A cifra é 18,7% superior ao que foi alcançado em 2007 e igual ao que o Governo Estadual prometeu investir em 2009. Os dados são do anuário “Finanças dos Municípios Capixabas”, divulgado neste mês pela Aequus Consultoria.
Em meio à superação de uma crise econômica mundial, esses números são verdadeiras molas propulsoras de esperança. No entanto, não são apenas os investimentos internos que trazem boas notícias. O Espírito Santo é considerado um estado promissor, o que atrai investimentos e consequentemente aumenta as expectativas da qualidade de vida.
Dentro deste contexto, Guarapari ocupa uma posição de destaque. A Cidade Saúde está entre os 10 melhores municípios capixabas para se investir. Foi o que revelou a pesquisa do Instituto Jones dos Santos Neves (IJSN). Resultado do avanço da cidade registrado nos últimos anos. Progresso que pode ser visto a olho nu.
O asfalto traz mais conforto e segurança. As reformas e construções de escolas e creches oportunizam o acesso à educação a mais crianças e adolescentes. A profissionalização segue rumo à consolidação com a implantação do Instituto Federal do Espírito Santo, o antigo Centro Federal de Educação Tecnológica (Cefetes).
A saúde municipal também começa a mostrar vontade de melhorar com as propostas de reforma de algumas unidades de saúde e da luta pela construção de um novo pronto atendimento. Os cidadãos se sentem mais amparados com a ampliação e modernização da sede do Corpo de Bombeiros.
A segurança pública torna-se destaque a nível nacional com a Rede de Promoção de Ambientes Seguros (Repas). O projeto conquistou o primeiro lugar na 1ª Conferência Nacional de Segurança Pública em Brasília. E até mesmo o sistema carcerário retoma a expectativa de melhorias com a construção do Centro de Detenção Provisória (CDP).
A revitalização e reurbanização das orlas marítimas marcam o ponto de partida da valorização do potencial turístico do principal balneário do estado. E para movimentar a economia e o turismo, moradores e turistas se deliciam com as ações do poder público e da iniciativa privada voltadas para o setor gastronômico.
Diante de tudo isso, será que podemos admitir que chegamos no estágio pós-crise? Para os otimistas, a economia mostra sinais indicativos de que o pior já passou, que a crise foi estancada e que o crescimento está retomado. No entanto, para os pessimistas, as predisposições para as crises sempre estarão presentes.
Talvez, a melhor vertente não seja nem dos otimistas nem dos pessimistas. A melhor vertente seja a dos realistas. Aproveitar e comemorar cada passo rumo a retomada do crescimento sem deixar que a empolgação ofusque a visão do que há por vir: o desafio de expandir e consolidar a economia. Não basta retomar, é preciso crescer. Otimistas sim, cegos não!
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